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Escrito por uma menina que lê até bula de remédio e escreve até em papel higiênico.
Editado por um menino que pensa muito e faz pouco, mas quando faz, não espere menos que a perfeição.

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    segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

    Apenas 3 segundos...

    Antes de tudo, obrigada a todos que enviaram seus telefones de contato para refazer minha agenda e, ainda mais, pelas palavras de apoio por eu ter ficado sem celular. Após alguns dias de luta árdua com a Claro, finalmente consegui reativar meu número, que já está funcionando, por enquanto, no aparelho emprestado pela minha prima.

    Bem, como dizem que desgraça pouca é bobagem, não bastasse ficar sem o telefone, na última sexta roubaram, furtaram, sei lá qual o termo correto (levaram de dentro da minha bolsa), a minha câmera digital. Mas, antes que as pessoas que gostam de mim, ou gostavam da câmera ou mesmo sabem o quanto eu sou louca por fotos e aquele aparelhinho já havia se tornado quase a extensão da minha mão, antes que todas essas pessoas pensem em sentir pena, revolta ou qualquer outra coisa, eu queria - apenas - falar sobre como 3 segundos podem mudar tudo...

    Em 3 segundos eu me lembro de estar falando no celular dentro de uma loja no Saara em meio a decisões e escolhas que influenciariam o casamento de um grande amigo e depois não me lembro mais dele. Se eu coloquei no balcão e alguém pegou, se levaram do bolso, se eu esqueci em algum lugar, nunca saberei... Somente vários segundos depois eu dei falta dele, aí já era tarde demais, encontrei apenas uma mensagem de fora de área ou desligado...

    Em 3 segundos eu resolvi não levar a minha câmera ao Maracanã num jogo do Flamengo. Chegando lá, ao encontrar a tranqüilidade inesperada e assistir o Mengão ganhar de 4x1, como desejei tê-la levado, como me arrependi por não ter feito.

    Em outros 3 segundos eu decidi que levaria a máquina ao ensaio técnico das escolas de samba, não queria me arrepender como na véspera, sabia que seria um belo espetáculo, embora tumultuado. E foi de apenas 3 segundos o longo intervalo em que deixem de segurar o zíper da bolsinha para agrupar as pessoas que estavam comigo, 3 segundos mais que suficientes para que abrissem a bolsa e pegassem a câmera sem que eu sequer sentisse. E 3 segundos depois, alguém exclamou: “sua bolsa está aberta!”... já era tarde demais. Acho que para a “ficha cair” leva pouco mais que 3 segundos, e a mistura de sensações entre perda, impotência, culpa e tristeza, essa sim, leva uma eternidade...

    No sábado, eu fui madrinha do casamento de meu amigo-irmão, e quantos 3 segundos eu desejei aquela câmera, com a minha alma, quantos momentos eu desejei ter eternizado com um click e simplesmente passaram sem registro. Agora, apenas minha memória vai armazená-los, isso sim, espero que ninguém possa roubar de mim.

    Mas a quem culpar?! Ouvi a pergunta: se você encontrasse o celular, devolveria? Eu, de pronto, respondi que sim. É a única coisa que eu posso fazer para mudar isso.

    Quando o telefone tinha apenas 3 meses e ainda faltavam 7 longas parcelas a pagar, eu o esqueci no banheiro e uma funcionária do Shopping Tijuca, a quem nunca tive o prazer de conhecer, o encontrou e devolveu imediatamente no atendimento ao cliente, foram apenas 3 segundos, e ele voltou pra mim... Há poucos dias, um homem desconhecido, retornou de carro de Vista Alegre à Ilha do Governador, para devolver o celular da minha mãe, e olha que o aparelho não deve valer nem a gasolina que ele gastou.

    Já tive um celular furtado de dentro da minha mochila, dentro do Extra da Ilha, outros 3 segundos de displicência e lá se foi... Bem, seja roubado, furtado, achado, não importa... a única coisa que consigo concluir é que, todo esse mercado, assim como o de roubo de carros, de cargas, de relógios, etc, só é fomentado pelas pessoas que se julgam de bem, mas que compram esses aparelhos. É muito fácil e cômodo condenar quem rouba, mas se sentir experto por ter comprado pela metade do preço ou menos uma peça ou aparelho nitidamente roubado.

    Eu não posso impedir que tirem de mim, mas – Graças a Deus – eu ainda posso trabalhar para adquirir outros e, acima de tudo, agradecer por não ter sido vítima de nenhuma violência física ou mal maior. Fora isso, vamos em frente que o caminho é longo. E lembre-se: nunca deixem de prestar atenção, nem mesmo por 3 segundos.

    Beijinhos***

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